Rebelião em bairros proletários na capital da Suécia!

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Carros incendiados por jovens rebeldes na Suécia (Fonte: publico.pt)

Já duram três noites consecutivas uma radicalizada revolta popular nos subúrbios da capital da Suécia, Estocolmo, desencadeada pelo assassinato de um homem de 69 anos pela polícia local.

Os jovens do distrito de Husby, a maioria de origem imigrante, estão na linha de frente da rebelião contra o racismo a brutalidade policial dirigida aos pobres da Suécia, nação escandinava que volta e meia é apresentada pelo oligopólio internacional da mídia como um lugar onde o capitalismo funciona, onde não há pobres, carências e muito menos violência de Estado.

Só na noite de domingo para segunda-feira mais de 100 carros foram queimados. O primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, saiu a tentar difamar a juventude rebelde: “temos grupos de jovens que pensam que conseguem e que devem mudar a sociedade com violência. Sejamos claros: isso não é correto. Não podemos ser governados por violência”.

Lançamento de livro

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O jornal A Nova Democracia e a Editora 8 de Março convidam a todos (as) para as atividades de lançamento do livro ‘José Duarte – Um maquinista da História’, de Luiz Momesso, que serão realizadas em várias cidades.

São Paulo: Dia 14 de maio, terça-feira, às 19h, na Rua Abolição, 244 – Bela Vista (próximo a Câmara Municipal).

Goiânia: Dia 17 de maio, sexta-feira, às 19h, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Goiás (UFG). Evento: http://www.facebook.com/events/395610143885833/

Rio de Janeiro: Dia 22 de maio, no pátio do IFCS da UFRJ/Livraria Garamond, Largo de São Francisco, Centro, às 18h.
Dia 23 de maio na UERJ (Maracanã), 12° andar, RAV 122, às 18h.

Belo Horizonte: Dia 24 de maio, sexta-feira, às 18h30, na Escola Popular – Rua Ouro Preto, 294 – 2º andar – Barro Preto. Evento: http://www.facebook.com/events/102417573292120/?ref=ts&fref=ts

SP: Professores enfrentam repressão policial

Foto: Anderson Barbosa/Fotoarena

Devido à problemas nas configurações de nosso blog, a nota SP: Professores enfrentam repressão policial também saiu do ar. Republicaremos algumas imagens que haviam sido postadas.

Trata-se de uma manifestação dos professores da rede pública estadual de São Paulo ocorrida no dia 10 de maio em que os profissionais foram atacados pela polícia. O tumulto teve início quando a diretoria do sindicato decidiu pelo fim da greve, que durava desde o dia 22 de abril, atitude repudiada pela maioria dos manifestantes. O que se viu daí por diante, foram cenas de abuso e violência da polícia fascista de Geraldo Alckmin contra os professores, que, não se intimidaram e enfrentaram a repressão.

Foto: Armazém do Educador/Facebook

Foto: J. Duran Machfee/Futura Press

GO: Combativo protesto contra aumento da passagem

*Devido à problemas nas configurações de nosso blog, republicamos esta notícia. Acrescentamos um cartaz da próxima manifestação que ocorrerá no dia 16 de maio.

No último dia 8 de maio, centenas de estudantes secundaristas e universitários realizaram uma manifestação contra o aumento da tarifa do ônibus no centro de Goiânia, capital de Goiás. Demonstrando combatividade, os manifestantes bloquearam ruas e incendiaram pneus e outros objetos. A tropa de choque da PM foi enviada ao local e um manifestante chegou a ser preso.

Reproduzimos carta que foi entregue à CMTC pela Frente Contra o Aumento no protesto do dia 8:

Goiânia, 8 de maio de 2013.

Sr. Ubirajara Abud
Presidente da CMTC

Senhor Presidente,

Nós, Frente Contra o Aumento, somos um movimento composto por entidades estudantis, tais como Grêmios, Centros Acadêmicos, DAs e representantes de organizações trabalhistas, formado no processo de várias lutas, reivindicações e discussões a respeito das condições do sistema de transporte coletivo na região metropolitana de Goiânia.

Nesse processo identificamos várias deficiências que atingem diretamente a qualidade dos serviços prestados à população, o que nos leva às reivindicações apresentadas a seguir:

• Não ao aumento tarifa no sistema metropolitano acima de R$2,70 (dois reais e setenta centavos);
• Publicação da Planilha de Lucros e Gastos da concessão e do cálculo feito para justificar o aumento por parte da CMTC;
• Abertura imediata de um canal de comunicação entre a Frente Contra o Aumento e a CMTC, a participação da Frente na reunião da CDTC que deliberará sobre o aumento;
• Que as todas as reuniões da CDTC, a partir da próxima, sejam abertas ao público;

Pedimos a manutenção da tarifa tendo em vista a dependência que grande parte da população trabalhadora tem em relação ao sistema de transporte coletivo, fazendo com que o aumento da tarifa dificulte a locomoção inclusive para o local de trabalho, influenciando diretamente as condições de vida da população.

Também consideramos que esses gastos tem que ser primeiro justificados ao público que terá que arcar com maiores custos. O que leva ao seguinte ponto:

A publicação da Planilha de Lucros e Gastos, que também é importante para dar transparência para o modo de funcionamento serviço público prestado pelas empresas de transporte coletivo na região, sendo uma ação que possibilitará maior participação e integração dos usuários na execução do serviço.

A abertura de um canal de comunicação se mostra necessária nesse momento, sendo um artifício provisório, para que haja futuramente a consolidação de uma representação efetiva dos usuários na Câmara de Deliberativa do Transporte Coletivo, órgão que atualmente discute questões relevantes para os mesmos, como aumento da tarifa, número de veículos que circulam e a logística interna do sistema sem a participação de tais usuários.

Essas medidas se mostram imprescindíveis para garantir um sistema de transporte público e democrático, que seja digno para o usuário e para o trabalhador, garantindo a mobilidade urbana e o acesso à cidade.

Frente Contra o Aumento – Goiânia

Agora esperamos a resposta! E não vamos parar, foi só o começo!

Cartaz da próxima manifestação:

Nota de repúdio da Federação Nacional dos Jornalistas

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Pará e a Federação Nacional dos Jornalistas vêm a público repudiar, veementemente, a forma violenta e anti-democrática com que o fotógrafo da Reuters, Lunaé Parracho, o jornalista do Conselho Indigenista Missionário, Ruy Sposati, e o correspondente da Radio France Internationale (RFI) no Brasil, François Cardona, foram retirados do canteiro de obras no Sítio Belo Monte, localizado no município de Vitória do Xingu, a 60 Km de Altamira, em cumprimento a uma ordem judicial expedida dia 03 de maio deste ano, que determinou a retirada de pessoas não indígenas do local.

Cumprindo a decisão, e como não havia pessoas não indígenas no canteiro de obras ligadas ao movimento de ocupação, o oficial de Justiça, acompanhado de força policial (Força Nacional e PM/PA) e de representante da empresa Norte Energia, resolveu impedir os profissionais de jornalismo que estavam atuando na cobertura do fato, apesar da referida decisão ser direcionada às partes do processo.

A gritante inversão de valores, que condena quem se dispõe a prestar o serviço da denúncia de diversos problemas vividos pela população daquela região à sociedade paraense e brasileira, não é apenas mais um dos capítulos da história, onde judiciário, policiais e empresários, por puro desconhecimento, desrespeitam os profissionais de jornalismo no nosso Estado. É sim um fato lamentável que depõe, lamentavelmente, contra a empresa e o judiciário paraense, órgão que deveria agir como promotor da Justiça e não o seu contrário.

Diante de tal episódio, que demonstra claramente uma brutal agressão ao exercício profissional, o Sindicato acredita que atitudes como esta extrapolam o respeito e atingem a liberdade de expressão e de imprensa em nosso Estado, tendência desgraçadamente verificada em vários outros estados, vitimando outros jornalistas e jornais.

O Sindicato não permitirá que fatos como estes intimidem a categoria dos jornalistas como um todo, a despeito de vivermos formalmente dentro de um regime democrático de direito, em que a liberdade expressão acha-se consagrada na Constituição.

Em vista disso, o Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará não medirá esforços, dentro do que lhe é possível, no sentido de garantir o livre exercício profissional e o respeito aos profissionais de jornalismo. Ao mesmo tempo, motivar que a imprensa em nosso estado não se cale diante das violações de prerrogativas dos jornalistas.

Belém, 06 de maio de 2013.

Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará – Sinjor-PA

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ

Cabanos do Porto agitam a cidade com feira da Revolução Agrária

Por Liga dos Camponeses Pobres do Nordeste

Alagoas, abril de 2013.

A pequena feira do povoado de Porto da Rua, pertencente ao município de São Miguel dos Milagres-AL, recebeu no dia 27 de abril, camponeses vindos de várias localidades da região Nordeste com seus produtos para propagandear o trabalho e organização da Revolução Agrária e de sua feira, a Feira da Revolução Agrária.

Além de propagandear a Revolução Agrária, a Feira teve outro objetivo específico, denunciar as ações dos poderosos do Litoral Norte de Alagoas que este exato momento tramam para destruir a Vila dos Cabanos do Porto. Nesta existem cerca de 70 famílias vivendo há mais de 5 anos se organiza por conta própria, e agora aparece o ex-prefeito de São Miguel dos Milagres, Eraldino ou Dino, se dizendo dono da área, mas só possui uma nota promissória de compra e venda de coqueiros e um rascunho de um mapa.

Em Cabanos do Porto o povo organizou o Corte Popular, que foi celebrada com uma grande festa na área, onde teve distribuição de certificados produzidos pela equipe do Corte Popular. Na área acontecem Assembleias Populares, onde o povo decide seus rumos, como a realização de mutirões de limpeza, de construção e de segurança. Agora esta em andamento a construção da Escola Popular e o projeto de abastecimento de água para todas as casas da área.

A Feira da Revolução Agrária agitou a cidade, além de produtos frescos – macaxeira, quiabo, alface, coentro, cebolinha, romã, abobora, feijão, banana, maracujá, milho – trazidos por companheiros das áreas de Zé Ricardo/Pernambuco e Renato Nathan/Alagoas, a atividade também contou com intervenções dos companheiros e panfletagem.

Durante a atividade um vereador da cidade, David Costa (PV), passou em seu carro e exclamou: “Vão trabalhar vagabundos!”. Este acontecimento causou comoção entre as pessoas que compravam na banquinha da Revolução Agrária e demais pessoas que também trabalhavam ou passavam pelo local no momento. Os xingamentos do inimigo são elogios para nós.

A renda da Feira foi discutida em uma Assembleia Popular nos Cabanos do Porto e ficou decidido que esta seria investida na compra de matérias para canalizar a água da fonte até a área.

TERRA PARA UEM NELA VIVE E TRABALHA!

VIVA OS CABANOS DO PORTO!

VIVA A REVOLUÇÃO AGRÁRIA!

 

Greve dos motoristas em Goiânia

Foto: Blog Ponto de Ônibus

Por Comitê de apoio ao AND – Goiânia

Os motoristas de ônibus da RMTC (Consórcio das empresas – rede metropolitana de transporte coletivo de goiania) de Goiânia e região entraram em greve nesta quinta-feira (02/05), a partir das 00:00h, como decidido em assembleia dos trabalhadores na sede do sindicato pelego(!) Sindittransporte (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de Goiás), no domingo (28/04), e anunciado durante a semana. Os motoristas exigiam 19% de reajuste do salário (de R$1325,82), o que durante as negociações foi reduzido para 10%, e vale alimentação de 405 reais (35% de aumento), que hoje é de 300 (com esse valor, a maioria deles garante as refeições com marmitas ou em supermercados), entre outras reivindicações.

No dia do trabalhador, 1 de maio, o Sindittransporte vendeu a categoria, assinando um acordo com o sindicato patronal (Setransp) em reunião de negociação de última hora com a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) e o Setransp, claramente para fazer passar a proposta de última hora. O sindicato aceitou uma proposta de 9% de reajuste no salário (aumento para R$1445,14) e 22% no vale alimentação, se comprometendo a sufocar a revolta da categoria. Pela manhã do dia 2, nas garagens, os motoristas rejeitaram a proposta e mantiveram a greve. Como as empresas divulgaram que não ocorreria mais a paralização, os trabalhadores foram para os terminais e chegando lá não encontraram ônibus. Culpa das empresas e dos pelegos. No terminal Praça da Bíblia, o povo bloqueou o eixo anhanguera, descontentes com a paralização, porém numa clara revolta contra a situação do transporte coletivo e contra o aumento das passagens, para a qual a RMTC vai usar como pretexto o aumento dos motoristas.

Durante o primeiro dia de greve, houve mobilização dos motoristas realizando ações combativas, parando e depredando os ônibus das empresas. Em assembleia no final da tarde, foi aprovada a continuação da greve! Nesta assembleia, a categoria rechaçou a posição do Sindittransporte aos gritos de que “A casa caiu!”.

No dia 3, então, a paralisação terminou após assembleia que aprovou, sob protestos, proposta de reajuste de 9% e de 25% no vale alimentação, muitíssimo inferior às primeiras revindicações.

A Frente Contra o Aumento da Passagem (para R$3,00) se organiza e faz um chamado à população para protestar na quarta-feira, dia 08, na Praça Cívica às 7:30h da manhã!